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Art´ficialismo, a última vã guarda. |
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Garoto
O balão vermelho vai ao céu E a criança chora Ao ve-lo sumir na imensidão azul Mas as lágrimas param de cair Ao olhar para o lado, Vê uma bola
A criança brinca, chuta e joga E a bola vai para a rua e murcha E a criança chora Mas suas lágrimas secam Ao olhar para o lado vê um barquinho
A criança chora ao coloca-lo na água É de papel e dissolveu-se no rio Mas suas lágrimas secam Ao olhar para o lado, Vê um rádio
A criança agora gosta de música Não há motivos para chorar, mas ela teme E é feliz ao mesmo tempo E ainda sim ela chora
Ao olhar para o lado A criança vê alguém.... E sorri.
Por Fernanda F.
(Dando uma força, na ausência de novos textos...)
Escrito por Thiago às 10h07
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Flash art´ificial para homenagear a crítica da crítica crítica.
http://paginas.terra.com.br/arte/Ensaios/mundo.html
Escrito por Thiago às 02h53
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Acróstico sobre a liberdade artificialista.
Artifícios, artefatos de arte artificial,
Rascunhos rasurados com roupagens rasgadas
Tautologias tatuadas em tecidos transparentes
Imersas nas imagens da imensidão imagética
Fria fraude de frases frágeis
Incompreensíveis, intolerantes, indiferentes,
Como o consumo que consome e contamina
Indícios indiretos de ideologias ideais
Artifícios, artefatos de artistas artificiais
LIBERDADE.
Danilo F.
Escrito por Thiago às 16h05
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UMA CONVERSA ART’IFICIAL SOBRE ALGO QUE SE PRETENDE NÃO ART’IFICIAL
Uma menina, empolgada, comenta:
— Nossa! Mas isso estava na cara!
A outra, eufórica e sorrindo, exclama:
— Claro!
Aí chega um menino e as surpreende dizendo:
— Claro... que não! Onde já se viu isto?
As meninas, assustadas, não sabiam o que falar:
— O quê? Mas como você pode dizer um negócio desses?
— Que falta de entusiasmo!
O menino retruca:
— Será que vocês não conseguem enxergar? É óbvio que vai dar errado!
Elas se enfezam e não deixam por menos:
— Todos acreditam que vai dar certo.
— É... há muita afinidade em jogo.
Contrariado, o menino fica nervoso:
— Vocês não estão entendendo.
Dirigindo-se a uma delas:
— Eu estou querendo abrir seus olhos!
A menina em questão perde o controle:
— Mas eu não quero ver o que deseja me mostrar.
Sereno, ele replica:
— Olha! Isso não vai dar certo.
Escrito por Thiago às 01h56
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Teimosas, cada uma, ao seu modo, insiste:
— Eu vou tentar.
— Vai dar certo, tem tudo a ver.
O menino, zangado, assevera:
— Mas eu não vou!
As duas:
— Você é um insensível!
— Um medroso!
Ele:
— Não, sou realista.
As meninas perdem a paciência:
— Quer saber de uma coisa: desisto!
— Você conseguiu... Depois não reclame.
Elas vão embora e outro menino chega:
— O que aconteceu?
O menino:
— Nada.
O outro:
— Você deu um fora nela?
O menino:
— Dei.
O outro:
— Mas ela é apaixonada por você!
O menino:
— Eu sei.
O Outro:
— E você a ama.
O menino:
— É verdade.
O Outro:
— Então por que fez isso?
O menino:
— Porque amor não combina com paixão.
Adolfo S.
Escrito por Thiago às 01h55
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Eu quero ser artista!
Eu quero ser artista!
Por acaso eu não posso?
Porém, não quero estudar!
É preciso?
...
Não acredito!
...
E se não for assim?
...
Desse jeito eu não quero!
...
Não há outro modo?
...
Ah, ha ha... Essa não vale!
A arte não é de todos?
...
Pare! Qualquer um pode fazer!
Afinal, tudo é arte, não é?
...
Adolfo S.
Escrito por Thiago às 01h53
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A Marilena Chauí,
Será que a outra fala é tão competente quanto este discurso a ponto de lhe fazer frente?
Saudações Art’ificiais,
Adolfo S.
Escrito por Thiago às 01h53
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Construtos de Fabricio
Construto 1
“Tudo que adorna nossas vidas é digno de ser mostrado”

Escrito por Thiago às 01h51
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Construto 2
“O que nos adorna não é mais digno que o que nos corrompe”
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o que nos adorna não é mais digno que o que nos corrompe
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Escrito por Thiago às 01h45
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Construto 3
“O real que nos enche de gozo e vida”

Escrito por Thiago às 01h42
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ART’IFICIALISMO
AZERUTAN ROP LARUTNUJNOC É OMSILAICIFITRA O .1 ACINÔMEGEH ACITÍRC AD ETRAP OMSILAICIFITRA O .2 ODNUM ON OCITÉCSA É OMSILAICIFITRA O .3 ETRA AD AICNÊSSE A AÇNACLA OMSILAICIFITRA O .4 EDADILAICIFITRA ALEP LAICIFITRA É OMSILAICIFITRA O .5
ADOLFO S.
Escrito por Thiago às 23h54
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SÍNTESE ART’IFICIAL
O Art’ificialismo é apenas uma síntese. Mas não qualquer uma. É a mais poderosa de todas. Por quê? Ora, o próprio termo que designa esse movimento é a primazia do sintético.
“Art” – se refere ao termo arte do idioma inglês, que lembra o velho e o novo mundo, ou melhor, o domínio de ambos nos períodos históricos da era moderna. Logo, nada escapa ao Art’ificialismo!
“ ‘ ” – indica a ausência, mas na verdade remete à presença, ao dan-sein. Ou seja, ao “não dito” que “diz” muito. Ademais, situa-se dentro de uma disjunção, que à primeira vista não demonstra a ausência, mas assinala o devir, que copula com o passado. Mas isto só ocorre porque ao “Art’ificialismo” não falta nada! — nem uma letra.
“ificialismo” – lembra oficialismo, oficial, superficial e, por fim, ismo. Isso mesmo. Supreso? Claro que não, pois tudo decorre de um novo giro, que como todo giro, apenas gira, não levando a nada, a não ser ao evidente. Portanto, nada vira no Art’ificialismo!
Ser art-ificial é romper? É vã-guarda? Quero ver quem sai dessa! Uma dica: a crítica ou a negação é o primeiro passo para ser art-ificial.
Nem migalhas de pão, nem fios de Ariadne na selva-labirinto das cinco teses art-ificiais.
Adolfo S.
Escrito por Thiago às 00h22
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O Artificialismo: A Última Vanguarda
(Parte I)
As vanguardas morreram. Essa afirmação é professada pelos quatro cantos, seja por críticos eruditos, seja por leigos na análise estéticas. E todos reconhecem que isto é fruto de um processo irreversível de experimentação, desencadeado pelas correntes modernistas do século passado que buscaram incessantemente uma originalidade estética para romper com os padrões. O resultado desse processo foi a imposição da ruptura como a característica fundamental da tradição moderna. E esta incoerente e incontrolável fixação pela ruptura fez com que a própria ruptura deixasse de existir, pelo simples fato, dela somente ser possível diante de uma tradição já estabelecida, ou seja, se não há tradição não há ruptura.
A tradição, antes de tudo, significa uma linguagem pela qual uma obra deve saber se expressar e ser inteligível. As Vanguardas mais radicais das artes plásticas destruíram as linguagens artísticas tradicionais e cada obra fundou sua própria e isolada linguagem. Esse terrível contra-senso destruiu não só a linguagem tradicional como a própria idéia de linguagem através da qual toda obra deve ser construída.
Como conseqüência dessa situação nossa arte contemporânea procura alternativas muitas vezes ridículas, para não dizer medíocres ou fraudulentas, para sua concepção estética inovadora. No fundo, todas elas são meras repetições, roupagens novas para as mesmas posturas originais do passado moderno. Assim sendo, visitar um museu de arte contemporânea é experimentar a sensação do incompreensível, por vezes, sentir-se limitado e sair com a leve impressão de que acabou de ser enganado, embora não tenhamos coragem suficiente de confessar esse sentimento. Já é famosa, entre nós, a anedota do sujeito que ao entrar em um desses recintos, desconcertado com as criações artísticas admira o extintor de incêndio como se fosse a mais nova vanguarda das artes plásticas.
Essas informações não são novidade para ninguém, faço uso delas como um breve preâmbulo para o objetivo deste ensaio que pretenderá fazer um comentário analítico sobre a última e verdadeira vanguarda das artes plásticas. Trata-se do “Manifesto do Artificialismo” concebido por Adolfo S. e ainda pouco conhecido e nada reconhecido por seu valor e significado para a história da arte. Para os que ainda não conhecem o manifesto é necessário uma breve descrição de seu conteúdo e de sua forma. Ele é muito simples em suas proposições e em sua linguagem, mas suas cinco frases estão escritas ao contrário. Letra por letra o manifesto está inteiramente invertido. Isto o torna ilegível para os desavisados e exige do leitor mais informado, que deseja se aventurar na decifração de seu conteúdo, um árduo e complexo trabalho.
Escrito por Thiago às 00h21
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Parte II
Ao cabo deste exaustivo processo hermenêutico o leitor acaba, invariavelmente, decepcionando-se com as propostas pouco originais do manifesto. A decepção, porém, logo cede lugar a uma estranha admiração frente ao objeto estudado. Afinal, nada mais adequado para um movimento que leva o nome de artificialismo. A banal complexidade de sua forma contrasta com a complexidade – não menos banal – de seu conteúdo. Eis aí a grande originalidade de Adolfo S. nada tão radical fora pensado antes em termos de manifesto.
É claro que o leitor desse ensaio deve estar pensando que, apesar da forma inventiva da escrita, a obra de S., no final das contas, não deixa de ser mais uma dessas correntes que tiveram a pretensão de serem vanguarda e ficaram apenas no manifesto. E que na verdade, as grandes obras de vanguarda nunca estiveram ligadas a manifesto algum. Tudo isso é verdade se considerarmos a obra em questão como apenas um manifesto.
No entanto, é necessário inverter a perspectiva de análise. Lembrem-se, que acima, eu me referi à última e verdadeira obra de vanguarda das artes plásticas. Mas como um manifesto pode ser considerado uma obra de arte plástica e ainda por cima de vanguarda?
Essa é a inversão que deve ser operada quando os olhos estiverem observando o Manifesto do Artificialismo. Adolfo S. ao fazer, aparentemente, um manifesto estava, na verdade, compondo uma genial obra de arte e, esta intenção não é facilmente percebida. O conjunto de letras invertidas que dificulta a compreensão de algo medíocre para denunciar o artificialismo da arte contemporânea é a primeira obra de arte plástica em forma de manifesto que seguiu fielmente os parâmetros do próprio manifesto que era sua forma e sua inspiração.
Desse estranho jogo de idéias espelhadas, brota a força do artificialismo. S conseguiu, caminhando na tênue e perigosa fronteira entre a fraude e a genialidade, estabelecer um conjunto de “metalinguagens” bastante interessante. Das medíocres afirmações sobre novos parâmetros das artes em geral nasce uma genial e particular obra de arte plástica que tem como função, justamente, denunciar a mediocridade da própria obra de arte. Esse duplo jogo de irônicas metalinguagens – o manifesto como arte e a arte como manifesto de si mesma, e a mediocridade como genial denuncia da falta de genialidade – faz dessa desconhecida obra, a última grande vanguarda estética que conhecemos. Ela foi capaz, não só de fundar uma nova linguagem, como de mostrar que a vanguarda – ainda que artificial – era possível e a denúncia do velho como artificial novidade era necessário, não através de um manifesto, mas sim de uma grande e original obra de arte. O resultado visual de seu conjunto é simplesmente belíssimo e tem lugar nas paredes de qualquer museu contemporâneo.
Uma obra, um manifesto, uma crítica a tudo e a si mesmo. Poucos artistas ousaram tanto em uma obra tão simples que se espalha de dentro para fora, multiplicando-se em ricas e profundas metáforas de nossa realidade. Os “hieróglifos” contemporâneos de Adolfo S. são, acima de tudo, um espelho em que nosso mundo dissimulado e vazio se reflete. Um mundo onde tudo parece mesmo estar de trás para frente, de pernas para o ar. Suas palavras invertidas, formando um idioma inexistente, é o melhor retrato de nossa forma moderna de criar intolerantes e incompreensíveis linguagens pela triste razão de que, no fundo, já não desejamos mais dialogar.
Por Danilo F. C.
Escrito por Thiago às 00h19
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Por Danilo F. C.
A INTUIÇÃO ART’IFICIAL: ANACRONISMO UP TO DATE EXTEMPORÂNEO
Mesmo que digam que esse recurso pertença aos domínios da indústria cultural, é por meio dos chavões que os artistas conseguem um pouco de notoriedade no mundo pós-moderno (ou moderno, dá no mesmo). Com o Art’ificialismo não é diferente, apesar de ser distinto. Portanto, eis o clichê: nomear uma obra é empobrecê-la! Mesmo assim, nomeá-la-emos: Anacronismo up to date extemporâneo. Esta é a montagem que inaugura o Art’ificialismo.
Explorando as diversas temporalidades e representações associadas ao material usado na confecção da obra, um Long Play e um Compact Disc acoplados em uma parede por um prego de metal à marteladas, Danilo F.C. intuiu a última das vã-guardas: O Art’ificialismo. Mas antes de prosseguirmos um lembrete para os desavidados: LP = Vinil e Compact Disc = CD.
Remetendo aos primórdios da tecnologia, símbolo de grande avanço no campo musical, mas também de imenso retrocesso, o LP modificou completamente a percepção e a estética das produções do espírito. Eternizou o efêmero, porém a um alto preço: suprimindo a aura. Ah, mas quem precisa dela?! Por outro lado, o advento CD trouxe o signo do novo, do versátil, do clean. Ruídos, chiados, saltos de uma faixa a outra... tudo coisa do passado. Entra-se na era digital, do bite, do laser. É o Up to date que provocou o Anacrônico.
O resultado disso tudo é o Extemporâneo. Danilo F.C., ao aproximar o CD do Vinil, conseguiu forjar uma nova concepção de história: extemporânea. É o Angelus Novus do século XXI.
Passado, presente e futuro organizam-se em torno de um prego, que serve de eixo ao mesmo tempo para o Vinil e o para o CD. É a centralidade da condição material. Nestas circunstâncias, a dinâmica do real é assegurada pelas voltas em torno do axis. Mas o sentido delas é dado por aqueles que detêm a força necessária para impor a natureza da rotação, situados na falsa lisura do CD.
O opaco da história, representado pelo Vinil, ocupa a parte maior da obra. Há divisões entre as faixas, dispostas de maneira hierárquica em relação ao centro. Maioria mais fraca e minoria mais forte. Tal paradoxo só pode ser explicado pelo engodo do CD. Este, aparentemente não tem divisões e é capaz de refletir tudo. Causa a impressão de igualdade. Todavia, o que espelha é ilusão do eqüitativo, escondendo o equivalente. Abstração capaz de preencher as lacunas e dotar de coerência a imagem que atribui a cada um o mesmo peso. Contudo, tal passo revela a homogeneização do singular, que perpetua o desigual, além de afastar e, por conseguinte, quebrar a solidariedade.
Assim, a música deixa de ser gerada pelo contado da agulha com o LP para ser conseqüência de tiros de laser, distantes e frios, que acertam o CD. A vida e a voz, a expressão do humano é usurpada, transformando sujeitos em coisas. Se outrora era possível, com as próprias mãos, girar o Vinil ao contrário e produzir sons estranhos, capazes de despertar o medo e desencadear mudanças, hoje não é mais, pois a gaveta do CD engoliu tal possibilidade. Não é permitido inverter o fluxo do devir concreto.
A extemporaneidade da obra de Danilo F.C. reside no fato dela expulsar, artificialmente, o espectador dos domínios da história. De um plano supra-temporal, a sensibilidade aguça-se, abrindo vias transcendentais para a compreensão do nexo imanente da existência obscurecida. Este é o terceiro plano da montagem inaugural do artificialismo. Enganam-se os que acham que tal obra tem apenas duas dimensões. Se procurarem bem, poderão achar até uma quarta, talvez quinta, quem sabe? Enfim, FC. é mais puro objeto artificial, pois foi inconscientemente usado pelo Art’ificialismo para vir ao mundo e revelar a crueza na beleza. Assim sendo, chega de empobrecer a escultura Anacronismo Up to date Extemporâneo!
Adolfo S.
Escrito por Thiago às 16h26
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